segunda-feira, 3 de setembro de 2012

- Efesios 5.1,2 -


Leve a alegria, o amor de Deus onde a luz ainda não alcança. Seja uma oferta de amor, um sacrifício a Deus, com o seu coração, pra que tudo suba a Deus como um aroma agradável a Ele.

Que Deus abençoe sua semana, abraços!

sábado, 1 de setembro de 2012

- A Revelação por meio da sorte -



A discussão da revelação no Antigo Testamento ficaria incompleta sem dar­mos alguma atenção aos artifícios manipuláveis, como o tirar a sorte e a catego­ria especial delas, o sacerdotal Urim e Tumim. Conforme observamos acima, era absolutamente proibido valer-se de técnicas típicas de divinização e de en­cantamento do Oriente Próximo da Antigüidade. Contudo, o lançar de sorte como meio de decisão divinamente sancionado não só era permitido sob deter­minadas circunstâncias, mas, na verdade, ordenado. A informação produzida por esse meio, embora não fosse verbal no sentido estrito, fornecia acesso à mente do Senhor em resposta a perguntas verbais.
A sorte (hebraico, gôrãl) foi empregada quase que exclusivamente para a divisão da terra entre as tribos e clãs de Israel depois da conquista e da distri­buição das designações levíticas e sacerdotais no tabernáculo e no templo. Nú­meros 26 é a primeira passagem a atestar o uso da sorte, passagem em que a questão era a partilha equitativa da terra prometida. A terra devia ser distribuída de acordo com a população dos clãs (vv. 53,54), mas as partes da herança tribal na qual eles poderiam se estabelecer seria determinada pela sorte (w. 55,56). A natureza desses artifícios e como eles eram empregados não podem mais ser conhecidos, mas é provável que fossem semelhantes aos dados usados nos tem­pos modernos.
Uma vez concluída a conquista, a sorte foi lançada conforme Moisés estipu­lara, e as várias entidades receberam sua herança de direito (Js 14.1,2; 15.1; 16.1; 17.1,14,17; etc). Os levitas eram um caso especial, desde que eles não tinham uma cota geográfica, mas apenas determinadas cidades em que deviam ministrar para os povos circunvizinhos. Mas essas cidades, como a distribuição das tribos e dos clãs, também eram determinadas pela sorte. Assim, os coatitas (Nm 21.11-26), os gersonitas (w. 27-33) e os meraritas (w. 34-40) ocuparam 48 cidades em toda a terra, conforme o Senhor deixou claro para eles por meio do lançamento da sorte.
Davi, uma vez que construiu sua casa de adoração no monte Sião e instalou a arca lá, encarregou-se do recrutamento do pessoal do templo, designando-lhes seu lugar de residência de acordo com a prescrição da Torá (lCr 6.54-81) e, depois, definiu, por sorteio, as várias obrigações deles no templo e em relação ao templo (lCr 24.5,7,31). O mesmo foi feito para os músicos levitas, cujo ministério também estava associado ao templo. As obrigações, organização e programação deles eram todas determinadas por sorteio (25.8,9). Da mesma forma, os porteiros seguiam os procedimentos determinados por sorteio (26.13,14).
Um uso especial do lançar a sorte estava associado ao Yom Kippur, Dia da Expiação, em que dois bodes, como parte importante do ritual, eram selecionados como oferta de pecado. Um deles seria morto, mas o outro, o bode expiatório, poderia permanecer vivo e garantir a expiação para o povo ao ser levado para o deserto. Esse segundo animal era escolhido por sorteio, não aleatoriamente, ou de acordo com algum critério (Lv 16.7-10). Mas o outro bode também era escolhido dessa maneira. Era "o bode cuja sorte caiu para o SENHOR" (V. 9) e, por isso, devia ser oferecido no altar. No processo, eram usados dois sorteios, não apenas um. Um devia apontar o bode expiatório, e o outro, o bode sacrificial, mas não fica claro de que maneira ou por qual meio isso era feito. O que está claro é que tudo isso era feito sob a orientação de Deus (Lv 16.1,2).
O Urim e Tumim eram semelhantes às sortes recém-descritas, contudo, as diferenças também são dignas de menção.28 Primeiro, a origem, a descrição e até mesmo o sentido dos termos ("luzes" e "retidão"?) estão envolvidos em mistério. Eles são primeiro mencionados em conexão com as vestes do sumo sacerdote, que devia pôr o Urim e Tumim no peitoral de seu mantelete (Êx 28.29,30; cf. Lv 8.8), talvez em algum tipo de bolso ou bolsa. O propósito deles, se não seu modo de funcionamento, é bastante claro: o sumo sacerdote poderia usá-los para extrair revelação do SENHOR, provavelmente de uma maneira binária simples: sim ou não (Nm 27.21). Quando o rei Saul, em desespero, procurou uma revelação do Senhor, "este [Senhor] não lhe respondeu nem por sonhos nem por Urim nem por profetas" (1Sm 28.6). Ou seja, ele não teve uma palavra particular de Deus nem pôde conseguir uma por intermédio de sacerdotes nem de profetas.
O lançar da sorte — incluindo o Urim e Tumim — fornecia revelação infalível quando administrado de forma adequada, mas essa revelação, antes, era obviamente ad hoc e muito ligada a situações especiais e limitadas. Apenas a palavra mediada por intermédio de profetas e, no fim, escrita e canonizada forneceu primeiro para Israel e, depois, para a igreja revelação divina relevante clara e eterna.

Fonte: Eugene Merrill – Teologia do Antigo Testamento.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

- O apostolo Paulo e a Salvação 4 -


4  SALVAÇÃO. É importante considerar o fato de que Paulo emprega uma rica diversidade de imagens para esclarecer que benefícios Cristo assegura aos cristãos. Um dos termos que ele utiliza com esta finalidade é, "salvação". Por razões óbvias, este termo normalmente é visto como  o principal , superando em importância os demais. Na verdade, ele possui uma série de associações especificas, que precisam ser analisadas. A noção básica é a de libertação do perigo ou da escravidão, abrangendo também a ideia de libertação de alguma forma de enfermidade fatal. Podemos ver noções como "cura" e "libertação" sendo englobadas por esse termo. Como já dissemos, Paulo vê a salvação como algo que possui uma dimensão passada (Rm 8.24), presente (ICo 1.18), e futura (Rm 13.11). Isso tem importantes implicações para uma compreensão escatológica da salvação.
Assim terminamos essa serie sobre a visão do apostolo Paulo sobre a salvação.


Fonte: Alister E. Mcgrath - Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

- O apostolo Paulo e a Salvação 3 -


3. REDENÇÃO. 

Esse termo primordialmente guarda o sentido de "assegurar a libertação de alguém mediante pagamento". No mundo antigo, que serviu de cenário ao pensamento de Paulo, esse termo poderia ser usado em relação à liberdade de prisioneiros de guerra, ou, ainda, para assegurar a liberdade daqueles que haviam sido vendidos como escravos, usualmente para pagamentos de dividas da família. A ideia básica de Paulo parece ser de que a morte de Cristo assegura a liberdade dos cristãos da escravidão, da lei e da morte, para que possam se tornar assim servos de Deus (I Co 6.20; 7.23).

Para a próxima e última edição desta série falaremos sobre a salvação, até lá.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

- O apostolo Paulo e a Salvação 2 -




Falamos anteriormente a respeito da ADOÇÃO, agora veremos a visão de Paulo com relação a justificação.

2. JUSTIFICAÇÃO. Especialmente das epístolas que tratam da relação entre cristianismo e judaísmo (como Gálatas e Romanos), Paulo declara que os cristãos foram "justificados pela fé" (Rm 5.1,2). De modo geral, considera-se que essa afirmação envolve uma mudança na posição legal do cristão aos olhos de Deus bem como a certeza de sua justificação final diante de Deus, apesar de sua natureza pecaminosa. Portanto, o termo "justificação" e o verbo "justificar" adquirem o significado de "entrar em relacionamento com Deus" ou, talvez, "ser tido como justo aos olhos de Deus". A reforma testemunhou um importante debate sobre o termo justificação. 

Não perca, próximo tópico a REDENÇÃO.

Até lá fiquem com Deus.

domingo, 26 de agosto de 2012

- O apostolo Paulo e a Salvação 1 -




Algumas imagens paulinas da salvação; As epístolas de Paulo determinaram-se a explicar alguns dos aspectos da fé cristã a seus leitores - em geral, em situações de controvérsia e a encorajar sua aplicação na vida dos cristãos.
Portanto, não deve surpreender-nos o fato de Paulo tratar, com frequência, da questão sobre aquilo que havia sido especificamente alcançado para os cristãos por meio da morte de cristo. Dentre as imagens utilizadas por Paulo com essa finalidade, agora analisaremos quatro delas:

1. ADOÇÃO. Em diversos pontos Paulo se refere aos cristãos como "adotados" na família de Deus (Rm 8.15,23; Gl 4.5). De modo geral acredita-se que Paulo esteja aqui se fundamentando em uma prática legal, comum à cultura grego-romana (embora não reconhecida pela lei judaica, o que é curioso). De acordo com diversos interpretes de Paulo como por exemplo, F.F. Bruce - referir-se aos "cristãos" como adotados na família de Deus é defender a tese de que os cristãos compartilham dos mesmos direitos herdados por Cristo e que portanto, receberão a glória que Cristo alcançou (embora somente após ter primeiro compartilhado de seu sofrimento).

Na próxima edição falaremos sobre a JUSTIFICAÇÃO, até lá.