quarta-feira, 20 de agosto de 2014

- Devocional do dia 20/08/2014 -


Ficando ele só; e lutava com ele um
homem até ao romper do dia. (Gn 32.24.)

Isto era mais Deus lutando com Jacó, do que Jacó lutando com Deus. Era o Filho do homem, o Anjo da Aliança — era Deus em forma humana, lutando para tentar expulsar de Jacó sua velha vida.

E antes que a manhã rompesse, Deus havia prevalecido e Jacó caíra com a coxa deslocada. Mas ao cair, caiu nos braços de Deus, e neles se agarrou e lutou mais, até que a bênção veio; e a nova vida surgiu, e ele foi elevado do natural para o sobrenatural, do terreno para o celeste, do humano para o divino.

Ao prosseguir em seu caminho naquela manhã, ele era um homem fraco e quebrado, mas Deus estava com ele. E a voz do céu proclamou: "Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste."

Amado leitor, esta será sempre uma cena típica de cada vida transformada. Se Deus nos tem chamado para um plano mais alto e melhor, teremos que passar pela hora de crise. Hora em que todos os recursos humanos falham; hora em que enfrentamos, ou ruína, ou algo superior a tudo com que sonhamos; hora em que precisamos da infinita ajuda de Deus! Contudo, sabemos que, antes de podermos ter essa ajuda, precisamos desistir de alguma coisa; precisamos render-nos completamente; precisamos abandonar nossa própria sabedoria, força e justiça, e tornar-nos pessoas crucificadas com Cristo e vivas nEle! Pois bem, Deus sabe levar-nos a essa crise, e sabe fazer-nos atravessá-la.

Será que Ele o está conduzindo assim, prezado leitor? É isto que significa sua profunda aflição, seu ambiente difícil, aquela situação penosa, aquele lugar de provação aonde você não pode ir sem Ele, e contudo não tem bastante dEle para lhe dar a vitória?

Volte-se para o Deus de Jacó! Lance-se totalmente a Seus pés. Morra para a sua própria força e sabedoria, abandone-se em Seus braços amorosos, e depois levante-se, como Jacó, pela força e suficiência dEle. A única saída desse seu poço estreito é no topo. Você precisa obter livramento, elevando-se a um plano mais alto e entrando numa nova experiência com Deus. Que ela possa trazê-lo a tudo o que está contido na revelação do Poderoso de Jacó! — But God

Jacó ficou só
No vau de Jaboque,
E ali viu a face de Deus.
E o dia nascido,
Trazendo os seus males,
Achou, no caminho, Israel.

- Extraído do Livro: "Mananciais no Deserto" de Lettie Cowman

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

- A cura do homem de Betesda -


O texto de João 5.1-15 nos mostra a cura de certo homem da sua paralisia, mas também nos ensina quatro lições com o caráter do mesmo que devemos evitar.

1. O homem sempre se permitiu ser jogado na água, embora continuasse capaz de locomover-se com extrema dificuldade.

2. Após ter sido curado, permitiu que o seu benfeitor desaparecesse no meio da multidão, sem nem ao menos ter perguntado qual o seu nome. Isso indica a fraqueza de seu caráter.

3. No templo, o homem foi indiretamente repreendido pelo Senhor Jesus, tendo sido advertido a não pecar novamente, para que não lhe fosse infligida enfermidade ainda mais grave. Isso mostra, uma vez mais, a debilidade do caráter daquele homem.

4. Uma vez que soube da identidade de seu benfeitor, informou disso as autoridades do templo. Isso pode ser considerado como sinal de sua bravura, sabendo que Jesus não gozava da simpatia entre essas autoridades.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

- Devocional do dia 01/08/2014 -

 
"Dize-me, ó amado de minha alma: onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes repousar pelo meio-dia?" (Ct 1.7.)

Nós temos negligenciado a arte de repousar pelo meio-dia. Muitos cristãos estão sucumbindo aos pesos da vida porque se esquecem de repousar. O que nos mata é essa torrente contínua da vida, essa constante uniformidade.

Não devemos ver o descanso somente como um fortalecimento para o enfermo, mas também como um tônico para os que são fortes. Ele lembra libertação, esclarecimento e transformação. Impede que nos tornemos escravos de nossas obras, até mesmo das boas obras.

Certa ocasião um naturalista de Cambridge falou-me de uma experiência que realizou com um pombo. A ave nascera e vivera numa gaiola; nunca havia saído dela. Um dia, esse homem a levou para a varanda de sua casa e a atirou para o alto. Para sua surpresa, constatou que o pássaro tinha perfeita condições de voar. E ele deu várias voltas por ali, dando a impressão de que nascera voando. Daí a pouco, porém, seu vôo parecia haver se tornado pesado, os movimentos, espasmódicos, e as voltas, cada vez menores. Por fim, o pombo veio em direção ao dono, bateu de encontro ao seu peito e caiu ao chão. Qual a razão disso? A razão era que, embora ele houvesse nascido com o instinto de voar, não aprendera a parar. A capacidade de parar era adquirida, e não instintiva. Se a ave não tivesse se atirado contra o peito dele para parar subitamente, teria continuado voando até morrer de cansaço.

Isso é uma figura da vida moderna. Nossa sociedade parece possuir o instinto da atividade, mas não possui a capacidade de parar. Ficamos dando voltas e mais voltas, num circular incessante e cansativo, até quase morrer ainda em alta velocidade. Então qualquer experiência difícil, qualquer choque que sofremos, que sirva para deter nosso giro constante, na verdade, é uma benção. Muitas vezes, Deus aplica um severo golpe em alguém com o objetivo de fazê-lo parar. Essa pessoa cai aos pés dele, em desespero. E o Senhor se inclina para ela e lhe diz: "Aquieta-te e sabe que sou Deus!"
Então, pouco a pouco, o desespero causado pelo problema se transforma em submissão e obediência. Assim, aquela vida que estava como que bruxuleando se fortalece e pode tornar a voar.

Quando pressionado por tarefas intermináveis e prementes, desejas fugir para longe e repousar, mas não podes, embora mereças uma folga, descansa onde estás.

Abandona o que é desnecessário e santifica o resto. Age sem estresse e sem tensões. E com um espírito tranquilo e controlado, descansa onde estás.

Não é em situações, nem restrições ou livramentos, nem mesmo nas paisagens próximas ou distantes, mas em nós mesmos, que se encontra a paz ou a inquietação. Descansa onde estás.

Onde a alma está, também está Deus. Nenhuma sombra pode empanar o dia e o mundo que lhe pertencem. Suas noites estreladas são barracas que ele desfraldou. Descansa onde estás.

Será que faz tanto tempo que não andamos pelo caminho que nos leva ao "descanso" que ele agora se acha coberto de mato?

- Extraído do Livro: "Fontes no Vale" de Lettie Cowman

quinta-feira, 31 de julho de 2014

- Devocional do dia 31/07/2014 -



"E a ele se congregarão os povos." (Gn 49.10 - IBB.)

Que cena de grandiosidade inimaginável, essa em que, finalmente, todos os povos se congregarão aos pés do Senhor! Ali estarão indivíduos de todos os países da Europa, desde a Islândia, ao Norte, até à Grécia, ao Sul, e de Portugal, ao Oeste, até a Rússia, no Leste. Haverá muitos da Argélia, do Marrocos, dos montes Atlas, do Egito e do vale do Nilo, dos desertos arenosos e das margens dos rios Niger, Calabar, Congo e Zambezi, bem como das planícies da África do Sul. Vai se reunir a Cristo muita gente da Palestina, da Transjordânia e da Arábia. Da Índia virão milhões de indivíduos. Até de países "fechados" como o Nepal, Sikim e Tibete, Cristo recolherá os seus.

E virão também das ilhas da Indonésia - de Java, Sumatra, Bali, Celebes, Lombok, Soembawa, Bornéus e das outras. Habitantes de todas elas se congregarão aos pés do Redentor. Dentre os milhões que habitam na Ásia Central - da China, do Japão, da Coréia, da Mandchúria e da Mongólia - um grupo imenso virá ao Salvador. Dos milhares e milhares de ilhas do Pacífico - Polinésia e Melanésia - outros virão para Aquele que os remiu.

Ainda virão multidões da Austrália e Nova Zelândia, que participarão dos alegres cânticos de louvor ao Senhor. E virão também de todos os países da América do Sul, Central e do Norte, bem como de Cuba, Haiti, Jamaica e Porto Rico e das Antilhas. E outros virão ao Senhor procedentes das distantes florestas e lagos do Canadá.

Não sabemos se a língua falada será a dos brancos, dos vermelhos ou dos negros, mas esse congregar a Cristo será simplesmente esplêndido.

- Extraído do Livro: "Fontes no Vale" de Lettie Cowman

quarta-feira, 30 de julho de 2014

- Devocional do dia 30/07/2014 -


"O Senhor será um refúgio de restauração para o seu povo."
(Jl 3.16 - tradução livre da autora.)

Um soldado que se fere na guerra é enviado para um hospital que não é uma "prateleira", mas um refúgio de restauração.

O soldado do exercito espiritual nunca se afasta do campo de batalha. Quando ele se fere e tem de interromper o que está fazendo para se engajar em outra tarefa, ele apenas é transferido para outro ponto do campo.

Então temos grande alegria em saber que, nesse caso, não existe o que se pode chamar de prateleira. Os soldados do Senhor jamais são "postos de lado". Eles recebem outra missão e passam a lutar entre as forças invisíveis do exército. Seu amado Capitão jamais os coloca na prateleira, como se já não tivessem mais utilidade para ele. E o soldado precisa deixar que o Capitão diga quando precisa dele e para que o quer. Jamais deve permitir que sua mente se encha de indagações. Um senhor sábio nunca desperdiça o tempo de seu servo. Tampouco o que faz um comandante de exercito. Então vamos entender isso de uma vez por todas e assim gozaremos tranquilidade interior. Na guerra espiritual, ninguém dá baixa, nem mesmo por um só dia. Nosso Capitão pode nos convocar para lutar no campo visível. Contudo temos de estar continuamente recorrendo ao invisível para renovar nossas forças e encarar a luta que só se trava nesse nível. Ou então ele pode nos tirar de vez
do visível para nos enfronharmos profundamente no invisível. Entretanto a temida expressão "posto de lado" jamais se aplicará a nós. Somos soldados do Rei! - Extraído de Rose From Brier

- Extraído do Livro: "Fontes no Vale" de Lettie Cowman

terça-feira, 29 de julho de 2014

- Devocional do dia 29/07/2014 -


" Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora pois, glorificai a Deus no vosso corpo. " (1 Co 6.19,20.)

O Cristão que vive de fato esses dois versículos conseguiu resolver um dos mais difíceis problemas da vida. Quem reconhece que Deus é o dono absoluto de seu corpo não mais tem dúvidas sobre aonde deve ir e o que deve fazer. A consagração é simplesmente uma questão de entregar a Deus algo que ele comprou e pagou, ou de lhe devolver algo que foi roubado. 

"Fostes comprados por preço." E o preço que Deus pagou é infinito. Trata-se de algo mais valioso do que o ouro e a prata: o precioso sangue de seu Filho unigênito. (Ver 1 Pedro 1.18,19.) Deus ressalta o elevado custo da redenção do homem, no sentido de apelar ao coração do remido. E o preço que ele pagou dá a medida do valor que atribui a nós. Se nossa alma não valesse nada para Deus, ele não entregaria uma vida que lhe é preciosa para resgatá-la. Então, na verdade, ele entregou o tesouro do seu coração, Jesus Cristo. Se
pudéssemos ir ao Calvário e entender com exatidão o quanto nossa salvação custou a Deus, não iríamos reter conosco aquilo que por direito temos de dar a ele - a adoração plena de nosso espírito, nossa alma e nosso corpo.

Existem muitos cristãos que se contentam em dizer: "Jesus é meu". E jamais completam, dizendo: "E eu sou dele!" E aqueles que o dizem, assumindo portanto uma posição correta, certamente vão ter mais cuidado com uma propriedade que pertence a outrem.

Quando esta idéia - Deus é o nosso dono - se torna importante para nós , ao mesmo tempo reconhecemos que, se somos dele, somos templos do Espírito Santo. Depois, conscientes de que somos propriedade de Deus e que temos conosco um hóspede divino - o Espírito Santo - naturalmente iremos glorificar a Deus em nosso corpo e espírito, que pertencem a ele. E o que significa glorificar a Deus? Significa simplesmente demonstrar  o poder e o caráter divinos nessa vida que é dele.

A maior alegria que o cristão pode ter é deixar que Deus tenha a posse de seu ser, que aliás já pertence a ele.

- Extraído do Livro: "Fontes no Vale" de Lettie Cowman