quarta-feira, 17 de julho de 2013

- E os Pagãos? -


1. Todos os homens conhecem Deus Pai (Rm 1:18 e seguintes).
O problema do pagão que jamais ouviu o evangelho é um problema de nossa condição universal como decaídos da graça. Devemos enfatizar que Deus revelou-se a todos os homens. Todos sabem que existe um Deus. Assim sendo, ninguém pode alegar ignorância como justificativa para negar a Deus.
2. Todos deturpam e rejeitam o verdadeiro conhecimento de Deus.
Desde que todos os homens conhecem a Deus e todos deturpam ou rejeitam esse conhecimento, ninguém é, portanto inocente.
3. Não existem inocentes no mundo.
Os que morrerem sem ter ouvido o evangelho serão julgados segundo o conhecimento que possuem. Serão julgados por rejeitarem Deus Pai. Deus jamais condena inocentes.
4. Deus julga segundo o conhecimento de cada um.
A idolatria como “religião” não agrada a Deus, mas acrescenta insulto à injúria feita à glória de Deus (veja Is. 42:8). A idolatria não representa a busca de Deus pelo homem, mas sim a sua fuga de Deus.
5. O evangelho é o dom divino da redenção para os perdidos.
Deus enviou Cristo para dar às pessoas uma oportunidade de serem salvas da culpa que já possuem. Caso os homens rejeitem Cristo, eles irão enfrentar o duplo juízo de rejeitarem tanto o Pai como o Filho (veja Cl 1:13 -17).
6. O pagão precisa de Cristo para reconciliá-lo com Deus Pai.
O próprio Cristo considerou o pagão como estando “perdido”.
7. Cristo ordena à Igreja para certificar-se de que todos ouçam o evangelho (veja Mc. 16:15).
8. A rejeição de Cristo resulta em duplo julgamento (veja 2 Tim. 4:1).
9. A simples “religião” não salva as pessoas, mas pode aumentar sua culpa.

Fonte: Razão Para Crer – R.C. Sproul.

terça-feira, 16 de julho de 2013

- Orar de Joelhos -



gonupetw
gonu (gony) “joelho”; gonupetew (gonypeteo), “cair sobre os joelhos”, “ajoelhar-se diante de”.
CL - No mundo gr., que adotou do oriente este costume, “ajoelhar-se” era praticado pelo escravo diante do seu senhor, e pelo suplicante diante dos deuses, mas esta praxe usualmente se expressava, não por gonypeteo mas, sim, proskynêsis e hiketeia, embora seja diferente a idéia básica.

AT A cerimônia oriental do ajoelhar-se apareceu em Israel somente quando seus reis adotaram o estilo dos grandes monarcas orientais, e exigiam expressões semelhantes de servilidade (1Cr 29:20). Ao mesmo tempo, há evidência que o costume oriental generalizado de ajoelhar-se diante dos deuses também foi adotado, de modo que, no AT, prostrar-se é sinal de submissão e homenagem, de humildade e reverente temor diante do Onipotente Deus (SI 95:6). Além disto, o AT caracteristicamente olha para a futura era messiânica da salvação, quando a praxe será continuada (Is 45:23).
NT 1. Aparte de Hb 12:12 (cf. Is 35:3), gony, “joelho” , somente ocorre no NT em associação com verbos que significam “dobrar o joelho” , “ajoelhar-se    diante de”. No NT, o plur. ta gonata se combina com tithenai (Mc 15:19;Lc 5:8; 22:41; At 7:60, 9:40; 20:36; 21:5) ou kamptein (Rm 11:4, citando 1 Rs 19:18; 14:11 citando Is 45:23; Ef 3:14; Fp 2:10), para formar a frase “dobrar os joelhos”.
Expressa:
(a) Reverente temor diante de um superior, ou homenagem diante de um rei, i.é o reconhecimento do seu poder e soberania (como em Mc 15:19, onde a frase ocorre em paralelo com → proskyneo, sem qualquer diferença real no sentido); a adoração e veneração que se deve exclusivamente a Deus e não a qualquer ídolo (Rm 11:4); o reconhecimento de Deus como Juiz supremo (Rm 14:11) ou o reconhecimento que Jesus em Sua majestade universal e significância cósmica, é Senhor de tudo (Fp 2:10).
(b) A frase é especialmente importante em Lc 5:8, onde expressa a atitude humilde de um homem que, tendo recebido a graça abundante de Cristo, reconhece não somente a sua condição pecaminosa e perdida, como também a natureza totalmente imerecida da dádiva recebida. Aqui, ao prostrar-se diante de Jesus, demonstra o arrependimento, aquela mudança de direção que marca o início da fé. De modo semelhante, em Jo 9:38 proskyneo é sinal de fé em Jesus.
(c) Em outras passagens, “cair de joelhos” é simplesmente o gesto que se associa com a oração (cf.→ proseuchomai; → deomai, → aiteo,) ressaltando a sinceridade e a urgência (e.g. Lc 22:41; At 7:60; 9:40).
2. O verbo simples gonypeteo também se emprega (e.g. Mt 27:29), especialmente para intensificar a urgência de um pedido ou pergunta ("‘rogar de joelhos” ), e.g. Mt 17:14; Mc 1:40 (cf. o uso paralelo de → proskyneo em Mt 8:2); 10:17.

Fonte: Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento - Colin Brown.

domingo, 7 de julho de 2013

- Jesus no refúgio -


Josué 20.1-9

Antes de morrer, Moisés designou três dessas cidades ao leste do rio Jordão. A primeira, Bezer, no sul do planalto do território que pertencia à tribo de Rubem, encontrava-se ao leste da extremidade setentrional do mar Morto; a segunda, Ramote, em Gileade, pertencia à tribo de Gade, e encontrava-se aproximadamente no meio da parte oriental da terra ocupada por Israel; a terceira, Golã, em Basã, estava no norte do território de Manassés.5 Depois de os israelitas terem cruzado para o lado oeste do rio Jordão, Josué designou mais três cidades de refúgio: Hebron, no sul do território de Judá; Siquém, na região montanhosa central de Efraim; e, para o norte, Quedes, no território de Naftali, que mais tarde era conhecido como a região da Galileia Todas essas cidades eram cidades levitas, e uma delas, Hebron, era cidade sacerdotal. Além disso, por terem sido postas à parte como cidades de refúgio, tinham categoria sagrada, segundo a lei israelita.
Chegando à cidade de refúgio, o fugitivo devia expor seu caso aos anciãos junto ao portão da cidade, e devia ser recebido hospitaleiramente. Para impedir que assassinos deliberados se aproveitassem desta provisão, o fugitivo, depois de ter entrado na cidade de refúgio, tinha de ser julgado junto aos portões da cidade que tinha jurisdição sobre o lugar onde ocorreu o homicídio, para provar a sua inocência. Quando julgado inocente, era devolvido à cidade de refúgio. Todavia, sua segurança só podia ser garantida se permanecesse na cidade pelo resto da sua vida, ou até a morte do sumo sacerdote. Não se podia aceitar nenhum resgate para alterar esses termos. Nem mesmo o altar sagrado de Jeová, Deus provia proteção aos assassinos, como foi ilustrado no caso de Joabe.
No Novo Testamento, as cidades de refugio tornaram se um tipo, ou símbolo da salvação encontrada em Cristo.
1º Quedes ( Lugar Santo – santidade)
A santidade de Jesus se torna a esperança dos impuros, somente o que é limpo pode limpar. Somente nele os pecadores se tornam santos.
2º Siquém: (Ombro – descanso)
Um refugio para o cansado. A ovelha perdida achou segurança e descanso nos ombros do bom pastor. Cristo levou nossa culpa sobre os seus ombros e sobre ele leva também nossos cuidados, apreensões e tristezas.
3º Hebrom: (Comunhão)
Um refugio para o proscrito (sem lar, sem amigos, solitário). O homem é espiritualmente um peregrino sem lar, como a pombinha da arca de Noé, fora da arca nenhum descanso, nenhuma segurança. Assim Jesus é para a alma o refugio de amor e comunhão.
4º Bezer: (Fortaleza – segurança)
Refugio para o fraco. O homem não é apenas pecador, mas um pecador fraco. Cristo é a fortaleza que nunca pode ser destruída ou tomada.
5º Ramote: (Exaltado – exaltação)
Um refugio para o sem esperança. Aqueles que depositam suas esperanças no mundo não têm esperança. Cristo é a nossa esperança. Jesus é o nosso Ramote, nenhuma montanha pôde salvar ninguém do dilúvio, só se salvaram os que foram levantados na arca. Ele é a arca da esperança.
6° Golã: (Separado – separação)
Um refugio para o tentado. Muitos são mais tentados no mundo porque brincam com o mundo, ainda não fugiram para Jesus como sua cidade de separação.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

- Fogo Estranho -

 O Pecado de Nadabe e Abíu

 

Tudo o que esses dois homens fizeram foi errado. Para começar, eram as pessoas erradas para manusear o incenso e apresentá-lo ao Senhor. Essa era uma tarefa do pai deles, o sumo sacerdote (Êx 30:7-10). Também usaram os instrumentos errados, seus incensórios, em vez do incensório do sumo sacerdote, santificado com o óleo especial da unção (Êx 40:9). Agiram na hora errada, pois era so­mente no Dia da Expiação que o sumo sa­cerdote tinha permissão de levar incenso para dentro do Santo dos Santos e, mesmo então, precisava submeter-se a um ritual especial (Lv 16:1ss).
Agiram sob a autoridade errada. Não consultaram Moisés nem seu pai, nem pro­curaram seguir a Palavra de Deus que Moisés havia recebido. Ao queimar o incenso, usa­ram o fogo errado, que as Escrituras chamam de "fogo estranho" (Lv 10:1). O sumo sacer­dote havia sido ordenado a queimar o incen­so com brasas tiradas do altar de bronze (Lv 16:12), porém Nadabe e Abiú forneceram seu próprio fogo, e Deus o rejeitou. Agiram com a motivação errada e não buscaram glorificar somente a Deus (Lv 10:3). Não sa­bemos quais eram os segredos do coração deles, mas temos a impressão de que aquilo que fizeram foi um ato deliberado de orgu­lho. Seu desejo não era santificar e glorificar o Senhor, mas promover a si mesmos e ser importantes.
Por fim, dependeram da energia errada, pois os versículos 9 e 10 deixam implícito que estavam sob a influência do álcool. Isso nos faz lembrar de Efésios 5:18: "E não vos embriagueis com vinho [...] mas enchei-vos do Espírito". Se todo o filho de Deus que coloca energia carnal no lugar do poder do Espírito fosse morto, não sobrariam muitos! A. W. Tozer disse certa vez: "Se Deus tirasse o Espírito Santo deste mundo, boa parte daquilo que a Igreja está fazendo prosse­guiria como se nada tivesse acontecido e ninguém notaria a diferença".
Nadabe a Abiú não eram de fora; eram sacerdotes que tinham visto Deus no monte (Êx 24:1-11). O pai deles era o sumo sacer­dote, e eram treinados para servir ao Se­nhor. No entanto, foram mortos por sua desobediência! "Aquele, pois, que pensa es­tar em pé veja que não caia" (1 Co 10:12). É algo muito sério ser um servo de Deus, e nosso serviço deve receber o poder do Espí­rito Santo e ser controlado por sua Palavra. Devemos servir a Deus "de modo agradá­vel, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor" (Hb 12:28, 29).

Fonte: Warren W. Wiersbe – Comentário Bíblico Expositivo Volume 1

sábado, 5 de janeiro de 2013

- Adorando no Deserto Lv.19.1,2 -


" Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo."
Levítico 19.1,2

   Deserto é uma região geográfica com terra seca, sem vegetação e inabitável. "Zona árida, com precipitações atmosféricas irregulares ou escassas, vegetação inexistente ou rara, relevo formado pela alteração de determinadas rochas, e desprovida de habitantes permanentes" (Dicionário Houaiss).

2. Era oferecido por intermédio de oferta santa.
   A oferta por meio dos holocaustos ou sacrifícios foi estabelecida pelo Senhor. Os sacrificios eram a base da santificação. Por meio deles realizava-se a propiciação dos pecados, e três lições eram ensinadas: primeira, o pecado ofendia a Deus e desencadeava a Sua irra e punição - o salário do pecado é a morte; segunda, a ira de Deus era suspensa ou a Sua justiça propiciada, somente através do sacrifício cruento - sem o derramamento de sangue não há remissão de pecado; terceira, todos os sacrificios e ofertas eram tipos do unico sacrificio que tira o pecado e estabelece a nossa comunhão com Deus - o sacrificio de Jesus ( Lv 17.11; Jo 1.29; Hb 9.25,26; 10.5-7,14).
   A exigencia fundamental da oferta de holocausto era que fosse "sem defeito": Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito (Lv 1.3). Somente animais domesticos sem nenhum defeito deveriam ser oferecidos. Deus rejeitou o culto com ofertas defeituosas (Ml 1.12-14).
   A adoração cristã fundamenta-se na Nova Aliança (Hb 9.11-14). Jesus Cristo veio. Ele é a base da Nova Aliança. Quais foram as mudanças na adoração?
   - Jesus Cristo é o unico, perfeito e eterno sumo sacerdote de Deus (Hb 5.1-7;7).
   - Jesus Cristo realizou o unico, definitivo, perfeito e eficaz sacrificio para tirar os pecados do Seu povo (Hb 9.11-28). Ele põe fim aos sacrificios da Antiga Aliança.
   - Jesus Cristo é o cumprimento de toda a lei cerimonial. Ele é o tabernáculo (Jo 1.14; 2.19-22), Ele é o Cordeiro de Deus (Hb 10.1-18) e Ele é o novo mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5).
   Está franqueada ao crente a comunhão com Deus, pelo novo e vivo caminho aberto por Jesus Cristo (Hb 10.19-22). "Portanto, ofereçamos sempre por Ele (Jesus Cristo) a Deus sacrificio de louvor" (Hb 13.15a).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

- A Agonia no Getsêmani -



"E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até o chão." ( Lucas 22:44)

Quando o Senhor terminou de comer a Páscoa e celebrar a ceia com seus discípulos, foi com eles no Monte das Oliveiras, e entrou no jardim do Getsêmani. O que o induziu a selecionar esse lugar para que fosse a cena de sua terrível  agonia? Porque haveria de ser arrastado ai por seus inimigos de preferencia a qualquer outro lugar? Por acaso é difícil que entendamos que assim como num jardim a auto-complacência de Adão nos arruinou, também em outro jardim as agonias do segundo Adão deveria nos restaurar? O Getsêmani ministra as medicinas para curar os males que foram a consequência do fruto proibido do Éden. Nenhuma flor que tenha florescido nas ribeiras do rio repartido em quatro braços foi alguma vez tão preciso para nossa raça como foram essas ervas amargas que com dificuldade cresciam as margens do enegrecido e sombrio ribeiro de Cedrom o foram.
Por acaso nosso senhor também não pode se lembrar de Davi, quando naquela memorável ocasião, saiu da cidade escapando de seu filho rebelde, segundo está escrito: "também o rei passou o ribeiro de Cedrom, e passou todo o povo na direção do caminho do deserto." (2 Samuel 15:23), e ele e seu povo subiram descalços e com a cabeça descoberta, chorando em alta voz enquanto subiam? Eis aqui, um maior que Davi abandonando o templo e se acha desolado, e deixa a cidade que havia rejeitado suas advertências, e com um coração cheio de tristeza atravessa o pestilento ribeiro, para buscar na solidão um alivio para suas angustias. Mas ainda,nosso Senhor queria que nós víssemos que nosso pecado havia mudado tudo ao redor Dele em aflição, converteu suas riqueza em pobreza, sua paz em duros trabalhos, sua glória em vergonha, e assim também o lugar de seu retiro pleno de paz, onde em santa devoção tinha estado tão próximo do céu em comunhão com Deus, nosso pecado transformou no foco de sua aflição, o centro de sua dor. Ali onde seu deleite tinha sido maior, ali estava chamado a sofrer sua máxima aflição.

Também pode ser que nosso Senhor tenha escolhido o jardim porque, necessitado de qualquer recordo que o ajudasse no conflito, sentia o refrigério que lhe viria ao lembrar-se das horas passadas transcorridas ali com tanta quietude. Ali tinha orado, e obtido força e consolo. Essas enroladas e retorcidas oliveiras o conheciam muito bem; não havia no jardim uma só folha sobre a que Ele não houvera se ajoelhado. Ele havia consagrado esse lugar para comunhão com Deus. Não é nenhuma surpresa, então, que tenha preferido essa terra privilegiada. Assim como um enfermo escolheria estar em sua própria cama, assim Jesus escolheu suportar sua agonia em seu próprio oratório, onde as lembranças dos momentos de comunhão com seu Pai estariam de maneira vivida diante Dele.

Porem, provavelmente, a principal razão para ir ao Getsêmani foi que era um lugar muito conhecido e frequentado por Ele, e João nos diz:"e também Judas, o que o entregava, conhecia aquele lugar." Nosso senhor não desejava se esconder, não precisava ser perseguido como um ladrão, ou ser buscado por espias. Ele tinha o costume de orar, pois Ele queria ser tomado para sofrer e morrer. Eles não o arrastaram ao pretório de Pilatos contra sua vontade, mas sim que foi com eles voluntariamente. Quando chegou a hora de que fosse traído, ali Ele estava, num lugar onde o traidor poderia o encontrar facilmente, e quando Judas o traiu com o beijo, sua face estava pronta para receber a saudação traidora. O bendito Salvador deleitava-se no cumprimento da vontade do Senhor, ainda que isso implicasse a obediência de morte.

Chegamos assim até a porta do jardim do Getsêmani, portanto, entremos; porem, primeiro, tiremos os sapatos, como Moises quando viu a sarça ardendo com fogo que não se consumia.
Certamente podemos dizer como Jacó: "Que terrível é esse lugar!".


'Parte do sermão de Charles H Spurgeon'

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

- Adorando no deserto Levítico 19.1,2 -


" Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo."
Levítico 19.1,2

   Israel era o povo da Aliança. Deus revelou a Israel três leis que regulamentariam a aliança. Estas leis são classificadas em Lei Moral, Lei Civil e Lei Cerimonial.
   E uma das ocupações principais do povo de Deus é a adoração. Os primeiros princípios para a adoração a Deus, aparecem na lei moral. O povo adorava no deserto.
   Observe que o livro - Exôdo e Levítico - é o registro de instruções dadas diretamente por Deus a Moisés (Êx 25.9), de dentro do Tabernáculo. Nada no culto a Deus foi copiado das nações pagãs e a marca fundamental do culto a Deus é a SANTIDADE. Seis características do culto santo:

1. Era oferecido ao Deus santo.
   O atributo da santidade de Deus é o principio determinante da adoração. Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo (Lv 19.1,2). A santidade de Deus é o atributo que delineia a adoração na Velha Aliança.
   A santidade de Deus pode ser definida como "aquela perfeição de Deus em virtude da qual Ele eternamente determina e mantém a Sua própria excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza de suas criaturas morais" (L. Berkhof).
   No culto cristão, Deus continua sendo o objeto da nossa adoração. O culto precisa ser agradável a Deus. Os sacrifícios feitos no Antigo Testamento, subiam como "aroma agradável a Deus" (Lv. 1.9, 13 e 17). O adjetivo "agradável" também é aplicado no culto do Novo Testamento (Rm 12.1). A idéia de Paulo é que o culto cristão é a oferta da nossa vida como um sacrifício agradável a Deus, semelhante aos sacrifícios do Antigo Testamento.

Viajando pelo Deserto. 13 Estudos bíblicos sobre como enfrentar as dificuldades da vida cristã. 2ª Edição - Maio/2009. SOCEP.

   Vamos continuar vendo até o fim dessa semana, como devemos agir no deserto, adorar a Deus, mesmo sofrendo. Se você começou o ano no deserto, aprenda como se levantar e andar, você só irá sair dele se aprender a caminhar, e, com Deus, tudo ficará melhor.

Feliz ano novo!